Lisboa, 5 de novembro de 2020.
Previsões económicas do outono 2020: recrudescência da pandemia agrava incerteza e suspende retoma económica
A Comissão Europeia apresentou hoje as suas Previsões económicas do outono de 2020. A pandemia de coronavírus atingiu fortemente a economia mundial e europeia e teve repercussões económicas e sociais muito graves. A atividade económica europeia sofreu um duro golpe no primeiro semestre do ano, tendo registado embora um grande crescimento no terceiro trimestre com o levantamento gradual das medidas de confinamento. O recrudescimento da pandemia nas últimas semanas, que resultou na introdução de novas medidas de saúde pública destinadas a limitar a propagação do vírus, criou, no entanto, novas perturbações. As previsões de crescimento estão sujeitas a um grau de risco e incerteza extremamente elevado em virtude da situação epidemiológica. De acordo com as previsões hoje publicadas, a economia da área do euro registará uma contração de 7,8 % em 2020, seguindo-se um crescimento de 4,2 % em 2021 e de 3% em 2022. As previsões apontam para uma contração da economia da UE de 7,4 % em 2020, seguida de um crescimento de 4,1 % em 2021 e de 3 % em 2022. Comparativamente às previsões económicas do verão de 2020, as projeções de crescimento para a área do euro e para a UE são ligeiramente superiores em 2020 e inferiores em 2021. Não se espera que o produto da área do euro e da UE atinja em 2022 os níveis verificados antes da pandemia.
(Desenvolvimento em ip_20_2021 e em mex_20_2037)
Coronavírus: 128 milhões de euros para investigação destinada a dar resposta à pandemia – há 15 entidades portugueses envolvidas
Na sequência do anúncio da seleção em agosto, a Comissão assinou acordos de subvenção, no âmbito do programa Horizonte 2020, com 23 novos projetos de investigação que irão receber um total de 128 milhões de euros para fazer face à pandemia de coronavírus e aos seus efeitos. O financiamento permitirá uma investigação adicional para reforçar e adaptar a capacidade industrial de fabrico e disseminação de equipamento médico, como ventiladores; prevenir e tratar o coronavírus; desenvolver tecnologias médicas e ferramentas digitais, como sistemas portáteis de diagnóstico; compreender melhor o impacto societal da pandemia, por exemplo, em grupos vulneráveis e marginalizados; e aprender com grandes grupos de doentes (coortes) em toda a Europa, a fim de melhorar os tratamentos. Os projetos envolvem 344 equipas de investigação de 39 países, incluindo 32 participantes de 15 países fora da UE. Dois projetos têm liderança portuguesa, um da Universidade Nova de Lisboa, sobre tratamentos intensivos para a COVID-19, e outro do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, de Braga, sobre diagnóstico, prevenção e vigilância da COVID-19. Há 13 outras entidades portuguesas envolvidas nestes e noutros projetos.
(Desenvolvimento em mex_20_2037 e neste sítio Web)
UE concede 350 milhões de euros para investigação pioneira – uma investigadora portuguesa no exclusivo grupo de 116
Para resolver alguns dos problemas de investigação mais complexos do mundo, foram selecionados 34 grupos de investigação para receber as Subvenções Sinergia do Conselho Europeu de Investigação, no valor total de 350 milhões de euros, no âmbito do programa de investigação e inovação da UE, Horizonte 2020. As subvenções ajudarão grupos de dois a quatro investigadores de renome, com competências, conhecimentos e recursos complementares, a trabalhar em projetos ambiciosos numa vasta gama de domínios científicos: desde a descoberta dos mistérios do sistema imunitário do nosso cérebro até à investigação do passado desconhecido das interações humanas com os oceanos ou à melhoria a forma como medimos as distâncias astronómicas para descobrir mais sobre o Universo, entre muitos outros. Os 34 projetos envolvem 116 investigadores que desenvolverão os seus trabalhos em 86 universidades e centros de investigação em 22 países da Europa e não só. A investigadora portuguesa Cristina Brito, da Universidade Nova de Lisboa, participa no projeto 4-OCEANS, sobre a história humana da vida marinha, com dois investigadores irlandeses e um britânico.
(Desenvolvimento em mex_20_2037 e neste sítio Web)
Setembro de 2020: volume do comércio a retalho diminuiu 2,0 % na área do euro e 1,7 % na UE e aumentou 1,9 % em Portugal
Em setembro de 2020, o volume do comércio a retalho ajustado de variações sazonais diminuiu 2,0 % na área do euro e 1,7 % na UE e aumentou 1,9 % em Portugal, em comparação com agosto de 2020, segundo as estimativas do Eurostat, o Serviço de Estatística da União Europeia. Em agosto de 2020, o volume do comércio a retalho aumentou 4,2 % na área do euro e 3,6 % na UE e diminuiu 1,1 % em Portugal. Em setembro de 2020, em comparação com setembro de 2019, o índice ajustado de vendas a retalho aumentou 2,2 % na área do euro, 2,1 % na UE e 0,2 % em Portugal.
(Desenvolvimento neste sítio Web)


