Comunicado de imprensa – Há 5 horas
- 45% dos portugueses dizem que a crise da COVID-19 já teve impacto no seu rendimento individual (média UE: 39%); 31% referem que esperam que isso aconteça no futuro
- “Incerteza” é o estado de espírito mais descrito pelos portugueses neste inquérito (60%; média UE: 50%)
- 61% dos portugueses estão moderadamente satisfeitos ou muito satisfeitos com as medidas da UE contra a crise da pandemia (média UE: 46%)
- 83% dos portugueses acham que a UE devia ter mais competências para lidar com crises como a pandemia (média UE: 66%)
- 67% dos portugueses acham que a UE devia dispor de mais meios financeiros para conseguir ultrapassar as consequências da pandemia (média UE: 54%)
- 65% dos portugueses tem uma ideia positiva ou muito positiva da Ue

Com a segunda vaga do coronavírus, 2/3 dos cidadãos europeus exigem mais competências por parte da UE e um orçamento com meios adequados para combater a crise
O Parlamento Europeu divulgou hoje os resultados completos da sua terceira sondagem deste ano sobre a perspetiva dos europeus perante a crise do coronavírus e sobre a União Europeia. Apesar de 50% dos europeus sentirem, novamente, “incerteza” como o seu principal estado emocional (dado o peso do impacto económico da pandemia), agora mais europeus têm uma imagem positiva da UE do que no inquérito anterior (na passada primavera).
Com o aumento crescente do número de cidadãos europeus a sentirem-se incertos quanto ao seu futuro, dois terços dos inquiridos (66%) concordam que a UE devia ter mais competências para lidar com a pandemia. Além disso, a maioria dos inquiridos (54%) pensa que a UE devia ter mais meios financeiros para combater as consequências da crise. No entanto, é da maior importância para os europeus que os fundos vão apenas para Estados membros com um sistema judicial funcional e um forte respeito pelos valores democráticos comuns. Mais de três quartos dos inquiridos (77%) concordam que a UE devia apenas disponibilizar fundos aos Estados membros na condição dos seus Governos implementarem o Estado de direito de princípios democráticos.
54% dos europeus entendem que a saúde pública devia ser a prioridade principal da despesa, seguida da recuperação económica e de novas oportunidades para as empresas (42%), as alterações climáticas e a proteção ambiental (37%), bem como emprego e assuntos sociais (35%).
A perceção da UE é mais positiva em comparação ao primeiro inquérito em abril/maio deste ano de 2020. A proporção de respostas que referem uma imagem positiva da UE tem aumentado de forma constante, de 31% em abril 2020 para 41% nesta sondagem. No entanto, a maioria dos inquiridos permaneceu insatisfeito com a solidariedade, ou a falta dela, entre os Estados membros da UE. Cerca de metade dos inquiridos (49%) dizem estar satisfeitos com as medidas que o seu Governo tem tomado até agora no combate à pandemia do coronavírus, enquanto que uma proporção semelhante (48%) não partilha dessa satisfação. Esta perceção mostra-se mais negativa desde o último questionário, com uma queda na satisfação em relação às medidas governamentais.
Portugal está entre os países com maior aumento (+ 13%) dos que acreditam que os prejuízos económicos nas medidas de prevenção são maiores que os benefícios para a saúde. 83% dos portugueses concordam que a UE devia ter mais competências para combater a crise da COVID19 e 67% dizem que os meios financeiros para o fazer não são suficientes. A imagem da UE desde o início da pandemia, em Portugal, tem melhorado.
A nível europeu, mais de um terço dos inquiridos (39%) diz que a pandemia da COVID19 já teve impacto nos seus rendimentos pessoais. 27% diz que espera sentir tal impacto no futuro. Os jovens e famílias com crianças parecem ser os mais atingidos pela crise: 64% dos europeus entre os 16 e os 34 anos já experienciaram algum tipo de dificuldade financeira, 27% dos inquiridos com crianças utilizaram as suas poupanças mais cedo do que o previsto. Em cinco Estados membros, mais de metade dos inquiridos dizem que a pandemia já afetou os seus rendimentos pessoais: Chipre, Grécia, Espanha, Roménia e Bulgária.
Mais informação:
Desde o princípio da pandemia, o Parlamento Europeu encomendou três inquéritos dedicados a medir a opinião pública europeia em tempos da COVID19. O último inquérito foi realizado online (e por telefone em Malta) pela Kantar, entre 25 de setembro e 7 de outubro de 2020, com cerca de 24,812 participantes dos 27 Estados membros. O questionário foi limitado a pessoas com idades compreendidas entre 16 e 64 anos (16-54 na Bulgária, República Checa, Croácia, Grécia, Hungria, Polónia, Portugal, Roménia, Eslovénia e Eslováquia). As quotas relativas ao género, idade e região a nível nacional garantem a representatividade do inquérito. O total dos resultados da UE são ponderados de acordo com a dimensão da população de cada país inquirido.
Contactos:
- Neil CORLETT Head of the Press Unit
- Vera RAMALHETEGabinete do PE em Lisboa
- Raquel PATRÍCIO GOMES Gabinete do PE em Portugal
- João Santos SILVA Serviço de Imprensa – Estagiário


